COSAP participa de prestação de contas da Saúde; atenção básica é prioridade em 2019

A Comissão de Saúde, Assistência Social e Previdência (COSAP) da Câmara Municipal de Jundiaí esteve presente na audiência de prestação de contas do primeiro quadrimestre de 2019 da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde, na manhã desta sexta-feira (31). Neste quadrimestre, houve um aumento de 12% no investimento em saúde pública, se comparado ao mesmo período do ano passado, e a prioridade é melhorar a atenção básica para para garantir a prevenção. Mais de R$ 500 milhões estão previstos para custear todos os serviços da pasta em 2019.

Estiveram presentes os vereadores Edicarlos Vieira, Valdeci Vilar, Arnaldo da Farmácia, Gustavo Martinelli, Rogério Ricardo e Marcelo Gastaldo, bem como o presidente da COSAP, dr. Wagner Ligabó, e o presidente da Câmara de Jundiaí, Faouaz Taha.

De acordo com o gestor de Promoção de Saúde, Tiago Texera, um dos objetivos é investir mais em atenção básica. “Hoje o governo estadual investe R$ 3 por ano per capita para custear a atenção básica. O governo federal, por sua vez, investe R$ 22 também anualmente para cada cidadão. Isso significa que o município custeia a maior parte disso”, explicou. Ainda segundo os dados apresentados, há previsão de destinação de R$ 112 milhões para a atenção básica em 2019.

O vereador Wagner Ligabó relembrou que, justamente por se tratar de um custo tão alto para a prefeitura, é preciso contar com o apoio da população para melhor distribuir os recursos. “Quando você falta a uma consulta médica nas Unidades Básicas de Saúde está tirando a oportunidade de outro ser atendido. Com isso, as filas de espera por vagas continuam altíssimas, tal como o custeio, mas o serviço não chega a todos”, comentou.

Só no ano de 2018 foram registradas mais de 197 mil faltas nas agendas médicas entre as 36 Unidades Básicas de Saúde (UBS). O número atenderia por quase dois anos a população usuária da Clínica da Família, que tem 40 mil pessoas referenciadas e realizou 99 mil consultas neste ano. E não estão sendo contabilizadas nessa relação as faltas a consultas no Núcleo Integrado de Saúde (NIS), que oferta consultas com especialistas. Segundo a médica, de 20 a 30% dos pacientes faltam nas consultas agendadas.

“O problema não é faltar, mas sim faltar e não avisar com um dia de antecedência”, reforçou Tiago Texera. Foi sancionado recentemente pelo Executivo, um projeto de lei proposto por Ligabó que prevê campanha de conscientização para evitar faltas em consultas a UBSs.

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